Você tem que estudar de qualquer jeito, não importa os seus sintomas

Estou estudando para o vestibular e sinto que a minha memória não está tão boa quanto antigamente. O fato é que você tem que estudar de qualquer jeito. Eu tenho que estudar de qualquer jeito. Se eu não estudar, as coisas vão piorar. Ao menos eu estou aprendendo coisas novas e isso me faz sentir mais vivo. Eu tenho um déficit de aprendizado, mas está tudo bem.

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Quando eu não estava tomando memantina, me sentia mais vivo apenas porque eu estava abordando algumas gurias (mesmo com alogia e os sintomas negativos). Eu me sentia mais vivo porque estava fazendo exercícios físicos. As coisas não estavam tão boas porque o glutamato ferrava com o meu cérebro, mas eu fazia coisas para me sentir mais feliz mesmo assim. Eu me desafiava. A mesma coisa acontece com os meus déficits cognitivos. Eu tenho que me desafiar. Eu tenho sintomas cognitivos, mas eu vou continuar tentando. É como ter a mentalidade de um guerreiro. Isso é fantástico.

Não importa qual seja a sua situação, você pode fazer algo para se sentir feliz ou simplesmente fazer algo por si mesmo(a). Você pode fazer algo para se sentir mais vivo. O desequilíbrio químico do nosso cérebro nos ferra, mas nós precisamos fazer algo. Precisamos ter planos. Precisamos estudar. Precisamos fazer exercícios físicos. Precisamos fazer exercícios mentais.

Talvez se eu não tivesse me mexido para ler alguns artigos na internet, nunca teria encontrado sobre a memantina. Eu nunca teria encontrado algo sobre a teoria do glutamato. Eu nunca teria encontrado algo sobre os antidepressivos (eu precisei deles quando estava tendo pensamentos suicidas). Eu nunca teria encontrado algo sobre o aripiprazol (eu precisei desse antipsicótico quando estava ficando muito gordinho).

Eu tenho os meus problemas. Está tudo bem porque eu sou humano, mas eu acredito em mim mesmo. Você também deveria acreditar. Acredite em si mesmo(a). A sua vida é valiosa. Nós queremos saber sobre a sua experiência de vida, não importa o que aconteceu com você.

Nada muda o fato de ter que acreditar em mim mesmo. NADA! N-A-D-A! Não importa quanto recurso eu tenha, se eu não acredito em mim mesmo, vou estar na miséria mental. Acreditar em si mesmo não depende de recursos. Há muitas pessoas que têm todos os recursos disponíveis, mas não fazem nada por si mesmas. Há muitas pessoas que só pensam em reclamar e nunca achar a solução.

Já li comentários de pessoas dizendo que não, não é possível viver com essa doença, que o preconceito com a doença é ruim, que os sintomas negativos são ruins e que o mundo não gosta de portadores com esquizofrenia. Isso é vitimismo.

Se tem depressão, pesquise sobre a doença. Acredite em si mesmo. Veja o que é possível fazer. Não vá só pelo caminho fácil. Você pode, sim, encontrar um remédio que faça milagres (eu encontrei a memantina), mas não tenha a mentalidade de depender apenas dos remédios. Acreditar em si mesmo é mais importante do que encontrar os remédios.

Então acredite em si mesmo. Acredite na vida.

Era isso por hoje.

Forte abraço!

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O que faz sentido pra mim mudou

Há pouco tempo, eu disse que adorava a ideia de desenvolver filmes em Motion Graphics. E até que a ideia é bacana, se não o fosse o fato de não fazer mais sentido para mim.

Eu comecei a estudar Design em 2011 e sempre fui muito comprometido com isso. Eu fazia questão de me destacar nas atividades de Design, de fazer o meu melhor sempre. Entretanto, a partir de 2013, as coisas começaram a decair. Eu já não estava mais me encontrando. Em 2014, eu já não estava aguentando a falta de direção na minha vida, o que talvez tenha levado ao meu surto em 2015.

Boa parte dos meus delírios tinha a ver com o fato de eu querer saber o meu propósito de vida. É um assunto delicado e deveria ser muito importante para todos. Esse negócio de propósito é engraçado. Eu não posso dizer em palavras qual é o meu propósito de vida, mas só pelo fato de eu sentir que estou na direção certa, me faz sentir bem.

Eu estou parando o curso de Design na UFSC para estudar pro vestibular. Design já não estava mais fazendo sentido pra mim. Eu gosto de desenhar, mas não gosto de ter isso como o meu trabalho.

Estou fazendo o vestibular para Psicologia. Por que Psicologia? Porque eu quero entender como a minha mente e cérebro funcionam. Além de saber como funcionam, quero ajudar outras pessoas que passaram pelo mesmo problema que eu. Isso faz sentido pra mim. Fazer Design já não me movia mais.

Antes de me decidir por Psicologia, eu estava em dúvida entre Medicina. Sim, a ideia de ser médico é muito charmosa, mas não me vejo encarando 5 anos de medicina geral para, então, me especializar em psiquiatria. E eu tenho interesse pelo estudo da mente e, apesar de eu gostar de muitos assuntos relacionados à psiquiatria, acredito que vou me dar bem estudando neurociência e neuropsicologia (áreas que me despertam muito o interesse).

O que eu lembro da minha infância é que eu gostava muito de desenhar. A maioria dos meus parentes e familiares destaca que eu desenhava muito e parecia que eu estava destinado a ser um designer ou animador. Mas me lembro que, quando novo, me pipocavam ideias de ser um futuro psicólogo. A mente sempre me intrigou, principalmente com assuntos relacionados à motivação. Isso sozinho não justifica a minha escolha de hoje, mas ajuda a complementá-la.

Não sei se consigo passar no vestibular neste ano, mas graças a Deus a minha família está me dando apoio e as aulas do cursinho estão sendo muito boas (matemática e física são um terror pra mim, mas é só estufar o peito e enfrentar).

Quero manter esse desejo vivo que querer me destacar sempre, não importa que dificuldades eu esteja sofrendo. Estou certo de que o meu futuro não estava no Design e, agora, venho traçando um caminho novo com a Psicologia.

Era isso por hoje.

Espero que esteja tudo bem com vocês.

Forte abraços a todos!

Simpósio de esquizofrenia

Fui nesse sábado ao I Simpósio Latino Americano sobre Prevenção em Psiquiatria: Foco na Esquizofrenia e foi simplesmente uma das melhores experiências da minha vida. O mais importante pra mim não foi apenas a densidade de informação sobre esquizofrenia que continha no simpósio, mas sim as pessoas que eu conheci lá.

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A primeira palestra que eu assisti foi a de Rodrigo Bressan, a qual falava sobre o cérebro do adolescente. É importante entender que um adolescente não está preparado a assumir certas responsabilidades como um adulto. Não se pode esperar de um adolescente o que esperamos de um adulto. Isso não está de acordo com a formação dele.

Eu tive o imenso prazer de conhecer Sarah Nicolleli pessoalmente, mãe de um filho com esquizofrenia e criadora da página Filhos amados e com Esquizofrenia. Quando cheguei no simpósio, a primeira pessoa que eu estava procurando era ela. No coquetel, também tive o imenso prazer de conhecer o Murilo Augusto, palestrante da Comunidade de Fala que, além de ser uma pessoa muito amável e criativa, me ajudou a encontrar a Sarah. Ao encontrá-la, tive a satisfação de lhe dar um abraço apertado e de conhecer outras pessoas como a sua filha, Thatiana Nicolleli, e a Roberta Ignacio. Todas muito simpáticas e maravilhosas.

A Sarah logo de cara me puxou para falar com o ilustre Ary Araripe, o qual permitiu que eu fizesse um curto discurso durante o evento (agradeço e muito a oportunidade que me foi dada). A Sarah também me apresentou a nada mais e nada menos do que Rodrigo Bressan, o psiquiatra que ajudou a escrever o livro Entre a Razão e a Ilusão. No meio do caminho, eu vi Jorge Cândido de Assis. Não resisti e tive que lhe dizer que queria bater uma foto com ele. O discurso de Jorge foi o que me fez acreditar que, quem tem esquizofrenia, tem futuro como qualquer outra pessoa. Ele foi uma ótima fonte de inspiração para mim, junto com a Cecilia McGough (nesse post, eu falo mais sobre o que me inspira na minha recuperação). Após conversar com Rodrigo Bressan, o qual acredita e muito na sinergia que podemos ter ao unirmos as nossas forças pela causa da esquizofrenia, pude realizar o meu desejo de bater uma foto com o Jorge.

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Com as informações das palestras e mesas redondas, pude compreender que uma dose elevada de antipsicótico pode afetar os sintomas cognitivos de um paciente com esquizofrenia. Por isso é importante que, após o surto psicótico, o médico regule bem o medicamento para que o paciente não continue com esses sintomas.

Durante o evento, eu pude dar o meu depoimento sobre a memantina, a qual me ajudou e muito com os sintomas negativos, principalmente os relacionados ao isolamento social. Nesse post eu falo mais sobre a memantina.

O Murilo Augusto, que me acompanhou bastante durante o evento, me reapresentou para o Jorge Cândido de Assis, mas, através do Jorge, tive o prazer de conhecer a Karen que trabalha para a empresa Daiichi Sankyo, a qual me impressionou com a sua energia e positividade. A Daiichi Sankyo é uma empresa farmacêutica multinacional de origem japonesa que está para trazer ao Brasil o antipsicótico lurasidona, também conhecido no exterior pelo seu nome comercial Latuda. Esse antipsicótico pode trazer menos efeitos colaterais aos portadores de esquizofrenia.

Quando chegou a minha hora de falar lá na frente, eu só pensei: “ixi, eu tenho alogia, mas vou enfrentar isso de qualquer jeito.” Sim, é um desafio pra mim, mas eu acredito na neuroplasticidade e que, sim, podemos treinar cada dia mais o nosso cérebro para que sejamos mais espontâneos. Eu fiquei nervoso. Eu fico nervoso com esses momentos. Por quê? Porque o que eu mais queria dizer é que, sim, é possível ter esquizofrenia e realizar os seus sonhos. Somos mais que uma doença. Somos seres humanos e com um potencial imenso.

Então no momento que eu falei, tive a oportunidade de divulgar o blog Vivendo Com Esquizofrenia e website da ONG Students With Schizophrenia, a qual faço parte do time executivo junto com Cecilia McGough. Após descer o palco, fui cumprimentado pelo dr. Russell Margolis, professor da John Hopkins School of Medicine.

Após o evento acabar, um senhor me pediu que anotasse para ele os endereços do blog e website que eu falei no meu curto discurso. Era um senhor muito  simpático e, portanto, perguntei o seu nome. Para a minha surpresa, ele respondeu: “Itiro.” E nisso eu respondi surpreso: “Itiro Shirikawa?” (é Shirakawa, mas naquele momento eu tava nervoso e falei errado o nome). Sim, quem pediu para escrever os endereços de blog e website era Itiro Shirakawa, vice-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria e escritor de livros sobre esquizofrenia. Fico honrado.

Também conheci Lucia Valmaggia e Luan Ventura, o fotógrafo desse maravilhoso evento.

Me conectei com muitas pessoas nesse evento. Eu estou muito feliz por ter conhecido todas elas. Não pude citar todas aqui, até mesmo porque teve pessoas maravilhosas e positivas que eu conheci, mas não consegui perguntar o nome.

Foi tudo muito bom. Só posso dizer isso. E finalmente, quero agradecer e muito ao meu irmão Andrey, que me acompanhou e ajudou a fazer essa viagem. Muito obrigado mesmo, irmão. Você mora no meu coração, assim como toda a minha família.

Muito obrigado a todos que eu conheci. Vocês são maravilhosos e estou muito feliz por ter estado com vocês.

Era isso por hoje.

Forte abraço a todos!

Olhos brilhando

Ontem eu estava negativo e dizendo que não era feliz. Blergh! O negócio é ser positivo, mesmo quando você está triste. Ser positivo não significa não ser realista. Você pode ser uma pessoa positiva e realista, o qual é muito melhor do que ser um negativo realista.

Eu estava com um embate de que eu não sabia o que ia fazer com o meu diploma da faculdade. Pra que serve o diploma? O diploma realmente não serve pra nada. Eu sempre achei que a faculdade fosse um lugar de aprendizado e, no caso de estudantes universitários, seria o lugar de estudar o que te interessa, e não o que interessa aos outros.

A disciplina de Design Promocional que peguei esse semestre não estava me alegrando e eu não parava de bocejar nas aulas. Então pedi à minha coordenadora que mudasse a minha matriz curricular para de novo Design de Animação (quando passei no vestibular, foi para Design de Animação, e não Design). Mesmo assim, vou ter que estudar algumas coisas que eu não tenho certeza se gosto, como Filosofia e Gestão do Design.

Fico feliz por ter conseguido transferir o meu curso de Marketing Digital  na Imagine School para Motion Graphics 2D. Acho que os meus olhinhos brilharam quando o moço da Imagine School disse que em Motion Graphics 2D se trabalha com efeitos especiais. Quando ele mostrou algumas técnicas de chroma key e rotoscopia, eu fiquei muito feliz.

Cada dia é uma coisa nova. Um dia a gente está feliz e em outro estamos tristes. Enfim, o importante é não desistir da vida.

Por que é tão difícil sentir-se feliz?

Eu não sou feliz, mas lembro dos momentos em que me senti feliz. Foram momentos de ação e fazer outras pessoas felizes. Foram momentos de liberdade e verdadeira felicidade. Foram momentos de risadas altas. Foram momentos de amizade. Foram momentos de desafios. Eu lembro desses momentos e sinto que posso tê-los de volta. Isso depende do treinamento da minha mente. Ter uma mente forte e rápida é importante, porque você é espontâneo nesses momentos de felicidade. Eu senti isso uma vez, então eu posso sentir de novo. Momentos de adrenalina. Eu os quero de novo.

Será que estavam rindo de mim?

Nessa última semana, eu tive a sensação de que estavam rindo de mim por falar enrolado na faculdade. Teve um momento que eu falei enrolado e, então, uma colega disse “Meu Deus” e outra começou a rir. Eu pude ter certeza de que ambas as reações foram por causa da minha fala enrolada.

Então eu fui falar com as minhas colegas pelo Facebook, dizendo que tinha ficado triste por terem rido de mim quando eu falei enrolado, além de lhes explicar sobre o meu diagnóstico. Elas me disseram que não tinham rido e nem reagido por causa da minha fala enrolada, e sim porque elas não tinham entendido o que a professora propôs em sala de aula.

Depois disso, eu fiquei pensando: “será que eu não fico me vendo muito como o coitadinho?” Acho o coitadismo um problema porque ele não ajuda em nada a não ser ter pena de si mesmo. Isso não faz você evoluir, mas apenas a se manter numa posição confortável.

Conversando com alguns grupos de pessoas pela internet, eu pude compreender que achar que os outros estão rindo de mim pode ser causado pela ansiedade. Também pode ser causado por um pouco de paranoia, mas não acredito que seja o meu caso.

Fazendo algumas pesquisas pela internet, eu conheci o termo Spotlight Effect, o qual é um fenômeno em que a pessoa acredita estar sendo observada mais do que ela realmente está. Pela conversa que eu tive com as minhas colegas, eu também pude compreender que os outros também estão focados no seu próprio universo. Então a probabilidade de estarem me notando é menor do que eu imagino ser.

E como lidar com esse tal de Spotlight Effect? De acordo com o artigo da Época Negócios, rir de nós mesmos é uma solução pois, além de gerar empatia, vai quebrar o clima de tensão.

Muitas vezes eu rio de mim mesmo. Acho que, naquele momento da sala de aula, eu ri de mim mesmo. Talvez eu tenha ficado triste naquele dia por alguma outra coisa a qual eu não lembro. O importante é conhecer cada vez mais a si mesmo e entender que, na maioria das vezes, não somos o centro das atenções.

Era isso por hoje.

Forte abraço a todos.

Do zero

Logo após o surto psicótico, me pareceu que a vida começou do zero. Eu não sabia direito quem eu era. Eu tinha problemas até mesmo para saber qual era a minha orientação sexual. Eu não sabia se era de esquerda, centro ou de direita. Eu não sabia do que gostava. Eu não sabia se preferia frio ou calor.

Essa é uma das características devastadoras de um surto psicótico (pelo menos no meu caso), não saber mais quem você é. E o fato de você não saber direito quem você é faz com que você não se defenda direito. Se não sei o que sou, o que vou defender? Pra quem não tem uma ideologia, o que defender?

Depois que fiz alterações nos meus medicamentos e passei a ter uma aceleração na minha melhora, eu comecei a ter mais consciência do que eu era e do que eu acreditava. Parece que o Luiz Paulo voltou a tomar forma mais rapidamente (não que não estivesse tomando forma antes, mas o processo não era tão rápido quanto agora).

A partir de preceitos básicos e de reconhecer a minha personalidade, eu fui descobrindo mais sobre mim. Por exemplo, se eu pessoalmente acredito no esforço e trabalho, já tenho uma ideia de que opinião vou ter em um determinado assunto.

Talvez os valores e conceitos mudem depois de um surto psicótico. Eu, por exemplo, passei a valorizar muito mais a saúde depois do surto. Eu passei a ser muito mais compreensivo com pessoas que têm problemas com a saúde mental (ter a doença como aprendizado é um ponto importante da recuperação). Então, apesar de estar num processo de redescoberta, ele caminha concomitantemente com o processo de descoberta.

Recomeçar do zero exige esforço e muita reflexão. Esse é um dos primeiros passos para ir rumo aos seus sonhos e descobrir o seu verdadeiro potencial.

O ambiente pode influenciar o indivíduo

Hoje eu estava discutindo com a minha mãe sobre o fato de o ambiente influenciar o indivíduo. Eu dizia para ela que toda motivação pode vir de forma intrínseca, ou seja, sem interferência do ambiente. Até que ponto isso é verdade?

Então, eu estava enganado. O ambiente pode influenciar o indivíduo, sim. Eu tive um exemplo de vida com isso. Se não fosse alguém me ajudar no momento em que eu estava em surto, eu poderia estar vivendo na rua. É claro que também precisamos querer ser ajudados.

Acredito que parte da motivação que necessitamos vem de forma intrínseca e a outra parte vem do meio. Quanto ao balanço disso, acho que depende de indivíduo para indivíduo.

É importante prestar atenção no que falamos para as outras pessoas (até mesmo para as pessoas que mais amamos). As nossas palavras podem influenciar elas. Podemos criar traumas em outras pessoas a partir de nossas ações. Por quê? Porque o ambiente, ou seja, o que fazemos e o que emanamos, pode influenciar outras pessoas.

Mas também devemos prestar atenção em nós mesmos. Acredito que muitos portadores de esquizofrenia devem sofrer por ter uma família que não compreende muito bem a sua doença. Muitas famílias não querem enxergar que a esquizofrenia existe ou não querem aceitar a doença no ente querido. Prestando atenção em nós mesmos, conseguimos saber se estamos sendo influenciados pelo meio. Se estamos muito estressados e não sabemos direito o porquê, talvez seja a hora de fazer uma reflexão e tomar alguma atitude de mudança.

O nosso amor se transforma no ambiente. Compreender a outra pessoa é amar. Escutar a outra pessoa é amar. Sorrir para outra pessoa é amar. Você não precisa dizer “eu te amo” para amar. Você pode simplesmente fazer isso através das suas atitudes.

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O mundo precisa do nosso amor. Portadores de esquizofrenia precisam amar e ser amados. Assim podemos criar um ambiente propício para influenciar pessoas a demonstrarem o seu grande potencial.

Vamos ajudar Cecilia McGough a ir pra Dinamarca

Eu acredito no trabalho de Cecilia McGough e no propósito de sua ONG. Vale lembrar que é mais ou menos na mesma idade em que se está na faculdade que se começa o surto psicótico da esquizofrenia (pelo menos foi assim comigo).

Vamos ajudar Cecilia McGough a continuar a sua jornada como defensora da saúde mental. Ela está angariando esse fundo para os seus próximos projetos e aventuras, incluindo o lançamento do livro I Am Not A Monster: Schizophrenia. Ela também está angariando fundos para a sua viagem à Dinamarca para o UNLEASH LAB, onde ela vai estar trazendo o Students With Schizophrenia a um nível global, além de estar conectada com novos patrocinadores para o projeto. Toda contribuição, por mais pequena que seja, será bem-vinda!

Para ajudá-la: https://www.generosity.com/medical-fundraising/donate-here–3/x/17037256

Pra quem quiser ver o vídeo dela com legendas em português do Brasil:

Vale a pena conferir o vídeo dela.

Era isso por hoje.

Forte abraço, pessoal.

Combinação de galantamina e memantina pode diminuir sintomas cognitivos

O artigo sobre uma pesquisa que mostra que a combinação da galantamina com a memantina pode trazer benefícios cognitivos em pacientes com esquizofrenia está aqui: http://sci-hub.cc/10.1016/j.schres.2017.07.005

Eu tomo memantina e ela tem me ajudado com os sintomas negativos, principalmente os de isolamento social. Levou em torno de 2 semanas para eu começar a sentir o efeito da memantina.

Tanto a memantina quanto a galantamina são remédios para Alzheimer. A memantina funciona como modulador do glutamato, o neurotransmissor mais distribuído no nosso cérebro.

O engraçado é que a galantamina aumenta a atividade do glutamato, enquanto que a memantina reduz. Um remédio deveria anular o outro, mas os estudos mostram que isso não ocorre. Parece que pra entender como isso tudo funciona, tem que se fazer um curso de neuropsicologia.

Enfim, os estudos apontam que a galantamina e a memantina juntos funcionam com sinergia. Espero que os estudos em relação a esses dois compostos evoluam mais ainda.

Era isso por hoje pessoal.

Um forte abraço a todos!